Meus melhores filmes de 2017

O Natal passou e aqui no blog voltamos com a nossa programação normal: que é nenhuma. Mentira, a programação é ter texto não importa quando. Hoje eu trago a minha listinha dos melhores filmes que eu vi no ano de 2017: os ganhadores do Baby de Ouro. Talvez eu ainda veja algum filme tão bom que mereça entrar nesta lista, já que o dia de hoje não parece nem um pouco verão e é claro que vai acabar me fazendo ver um filminho. Lembrando que não há nenhuma ordem de preferência.

Depois da Tempestade, de Hirokazu Kore-eda

Foi um dos primeiros filmes bons do ano. Eu gostei tanto que escrevi um texto até meio longo sobre ele aqui.

Christine, de Antonio Campos

Tem filme que empolga ou emociona, mas também tem aquele que perturba. Foi o caso de Christine. A história é sobre o caso real da jornalista que se suicidou com um tiro na cabeça enquanto apresentava ao vivo o jornal da noite. O caso é chocante, mas o filme conta os últimos dias de vida de Christine de um jeito muito simples, interessado apenas em nos fazer sentir a agonia que ela sentia. É bem angustiante. Demorou dias para sair da minha cabeça.

Margaret, de Kenneth Lonergan

Anna Paquin está ótima neste filme. Ela é uma garota jovem e egocêntrica que, sem querer, causa um mal terrível. A história fica centrada no tormento em que ela transforma sua vida e a das pessoas que a rodeiam porque ela decide que só há uma verdade, só um ponto de vista sobre o que aconteceu. Acho que não é um dos filmes mais fáceis de se pegar o espírito: Margaret trata de amadurecimento e de aprender a enxergar os outros.

Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonergan

Outro filme do mesmo diretor de Margaret na lista dos melhores. Eu escrevi um texto sobre ele aqui, contando mais da história e do que eu senti. Michelle Williams é muito, muito boa atriz.

O Apartamento, de Asghar Farhadi

Filme iraniano e da mesma época do Oscar. O Apartamento é tenso e te deixa na ponta do sofá querendo saber o que vai acontecer até o fim. Mas fora a tensão que rola o tempo todo ele também examina a mulher e o seu papel em um país como o Irã. Vale muito a pena.

Uma Noiva para Rip Van Winkle, de Shunji Iwai

Outro filme que analisa o momento do seu país, mas aqui é o Japão e os seus relacionamentos (ou a falta deles). Uma garota solitária decide conhecer outras pessoas através de um site de relacionamentos e isso é só o começo de uma longa aventura. Filme longo e lindo, repleto de poesia. É bom assistir depois de tomar um balde de café porque o filme dura mil horas.

Vítimas da Tormenta, de Vittorio de Sica

Acho roubo colocar um clássico na lista, mas seria impossível que Vítimas da Tormenta (ou Sciuscià) não entrasse aqui. Um filme do neorrealismo italiano que fala sobre a infância perdida e sobre o drama que o país vivia no pós-guerra. Escrevi sobre o filme aqui.

A Ghost Story, de David Lowery

O melhor filme sobre fantasmas que você vai ver. Uma história de amor, perdas e pertencimentos. Uma fábula da vida e da morte e do ser humano. Difícil falar de um filme tão especial em poucas palavras. Por filmes assim é que eu continuo vendo tanta porcaria: nunca imaginaria pela sinopse e pelo poster que A Ghost Story seria tão profundo.

Desamor, de Andrey Zvyagintsev

Se você quer chorar e sentir que não há esperança na humanidade veja esse filme. Bom, acho que essa não é a melhor propaganda. Desamor é a história de um menino russo que se sente sozinho com a separação dos pais. Ele tem motivos para pensar assim, seus pais realmente não se importam com ele, todo o sentimento deles está centrado no ódio e desamor de um para outro. O menino, Alyosha, some ou foge, e seus pais finalmente vão ter que se unir para encontrá-lo. Como eu disse no início, não espere que assim os pais aprendam uma lição e todos vivam felizes para sempre. Afinal de contas, o filme é russo, não americano. É triste, mas vale muito pela reflexão.

Bom Comportamento, dos irmãos Benny Safdie e Josh Safdie

Um thriller perfeito do começo ao fim. Imagine um filme de ação, com tomadas longas mas ágeis e um protagonista de caráter duvidoso, mas firme no seu propósito. Este é Bom Comportamento. Com poucos diálogos a história é contada de forma direta, sem se perder no lugar-comum e sem mensagens mastigadinhas e pré-fabricadas. Ah, e ainda tem o Robert Pattinson mostrando que ele é sim, um talentosíssimo ator. Vale lembrar que ele também roubou a cena em Z – A cidade perdida.

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