Meta de leitura: adeus ano velho, feliz ano novo

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Olá, 2017. Pessoalmente, 2016 foi um ano bom. Eu fico até me sentindo um pouco fria e desalmada ao dizer isso mas, tirando dois terços de dezembro, quando o meu cachorro teve uma doença neurológica, para mim o ano veio e foi sem as atribulações que chocaram a todos. Foi um período esquisito para o Brasil, em que aconteceram coisas boas e interessantes para quem gosta de ver o circo pegar fogo. Não é o meu caso, mas eu acho que tive relativo sucesso em manter-me longe da solidão, da paranoia e do tesão descontrolado (cortesia de Fausto Fanti) que pairaram como uma nuvem sobre as cidades do mundo inteiro. Para isso eu tive uma ajudinha dos livros.

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Adeus, 2016

2016 foi um ano de leituras muito boas. Não foi o primeiro em que eu fiz uma meta de leituras, mas foi o primeiro em que a meta teve um sentido: eu escolhi 12 livros que estavam parados em casa, daqueles que a gente compra na neurose e joga para o fim da fila por preguiça. O objetivo era combater uma tendência que eu vejo em mim e em muita gente: comprar livros, ter compulsão por comprar livros, fazer coleção deles, tratá-los como coisinhas preciosas – aumentar a pilha. O objetivo da minha meta era diminuir a pilha. Eu li aqueles 12 dos que estavam aqui parados há mais tempo, e li outros 124. Entre estes, alguns ebooks, outros que também estavam na estante, quatro que eu li em voz alta para o meu marido (que não é cego, mas às vezes joga videogame enquanto eu leio em voz alta). Eu também comprei alguns, não vou mentir, mas foram menos de 20. Eu evitei livros físicos e guardei os lançamentos para o Kobo. Fiz um post para cada livro da meta, e ao todo foram 25 os textos sobre livros aqui no blog. Nesse quesito, fui uma boa menina. A pilha diminuiu, portanto?

Sim, mas ainda temos trabalho pela frente. Já em outubro eu começava a planejar uma nova meta para 2017. Minha primeira ideia era ler doze romances históricos brasileiros. Eu havia descoberto uns três ou quatro que me interessavam, e comecei a pensar que esse gênero é muito largadinho. Meu marido botou uma pilha e eu cheguei a esboçar uma lista, mas desisti quando percebi que teria que comprar um ou dois bem caros, e tentar a sorte em outros pela Estante Virtual. Olhei para as estantes e percebi que ainda tenho muita coisa para ler antes de ir às compras. Por isso, resolvi repetir o critério de 2016 em 2017. Catei os que mais me agoniavam da casa e fiz uma lista muito boa, uma que me deixou feliz e que faz sentido. Olha só.

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Olá, 2017

Tem três russos, dois livros da Pedrazul, um livro reportagem brasileiro, O Vermelho e o Negro naquela edição da Abril (que está aqui em casa há milhares de anos, eu acho), o primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido (que eu estou para começar desde que me entendo por leitora), Virginia Woolf, Clarice Lispector, Marguerite Yourcenar, Simone de Beauvoir. São livros que eu leria mais cedo ou mais tarde e que, com a rigidez da meta, eu resolvi ler mais cedo. Do ano passado ficam alguns aprendizados, entre eles o principal: não deixar para dezembro um livro muito longo, porque dezembro geralmente é um mês de pouca rotina, e todo mundo sabe que a rotina é muito amiga da leitura.

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