Minhas melhores leituras de 2016

Como escolher apenas doze livros? Primeiro preciso explicar por que doze livros. Não tenho nenhuma explicação. Doze é um número razoável, não? Resolvi colocá-los em categorias porque é mais fácil listá-los assim, sem precisar dizer qual é o melhor livro, já que eles são tão diferentes. Seria impossível comparar A amiga genial a Paper Princess, por exemplo. Como eu gosto de ler vários gêneros, nada mais justo do que colocá-los aqui, todos representados. Sempre lembrando que para essas listas eu considero o meu 2016, e por isso coisas mais velhinhas se misturam a alguns lançamentos. Finja que não percebeu que eu roubei na conta e contei três livros da Elena Ferrante como apenas um.

Livros sérios que ninguém tem vergonha de dizer que leu:

A amiga genial ( e História do novo sobrenome e Dias de abandono), de Elena Ferrante

Neste ano eu resolvi ler o livro que todo mundo comentou ano passado. Cheguei atrasada e terminei apenas os dois primeiros da série napolitana, além do Dias de abandono que é igual ou melhor que os outros. Tenho certeza de que, se eu tivesse lido os outros livros dela, eles estariam aqui na lista. Todo mundo já falou da Elena Ferrante, e sinto que não tenho mais nada a acrescentar. Ela é presença garantida na maioria das listas de melhores do ano, e acho que pelo mundo inteiro. Se você ainda não leu a história da Lenu e Lila, faça-se um favor e corra ler. Combina com praia e verão, hein.

Esposas e Filhas: uma história cotidiana, de Elizabeth Gaskell

O título diz tudo. Uma história sobre o cotidiano de mulheres que vivem em uma pequena cidade da Inglaterra. Alguma fofocas e desentendimentos, brigas, amores e inveja. O livro é longo e a edição é caprichada, como sempre acontece com as da Pedrazul. Gaskell é uma escritora inglesa do século XIX, e Esposas e Filhas é significativamente mais leve do que o outro livro dela que eu conhecia, o Norte e Sul. Eu demorei mais do que imaginava para terminar, e por isso posso dizer que esse foi o livro que mais me acompanhou por 2016.

Um outro amor, de Karl Ove Knausgård

Resenha do livro aqui. Fiquei muito surpresa com o segundo livro da série Minha luta. Eu não havia morrido de amores pelo primeiro, e só comecei  Um outro amor numa espécie de última chance, já que ele já estava aqui na estante e eu não gosto de gastar dinheiro para não ler. O humor autodepreciativo de  Knausgård joga um tom meio patético na chatice dele, chatice que ele sabe que tem. Foi por causa disso que eu acabei entendendo a empolgação de tanta gente com essa série: é que eu acho que não tem tanta gente disposta a cometer os sincericídios que esse cara comete. No fim das contas, acho que também me identifiquei com as birras e paranoias.

Os resíduos do dia, de Kazuo Ishiguro

Livro lindo que eu tive a sorte (ou competência?) de colocar na meta do ano. A resenha dele está aqui. Talvez seja o mais curto da meta, mas deixou uma impressão forte na memória.

Livros nem tão sérios assim, mas gostosos demais:

 

Paper Princess, de Erin Watt

Tem toda a farofada que eu gosto: mocinho malvadão; mocinha corajosa mas coitadinha; casal que se odeia mas que se ama; no fim, o amor prevalece. São poucos livros com esta temática que me fazem pensar “é, isso é ruim mas é muito bom”. Paper Princess foi uma surpresa. E eu fiquei até ansiosa pela continuação. Como sempre acontece com aquilo em que eu ponho grandes expectativas, o que foi que aconteceu? Um fiasco, é claro. As continuações foram bem ruins. Li o segundo pouco tempo depois do primeiro, e me inebriei ainda sob o efeito de Paper Princess. Passados alguns dias a ficha caiu e eu percebi que o que queria da história já tinha sido esgotado no primeiro livro, e que o resto era apenas enrolação. Uma pena, ou melhor: meia pena porque Paper Princess está lá e foi bom.

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, de Sarah MacLean

Eu sou louca por romances água-com-açúcar, já deu para perceber. Li muitos livros de época da Julia Quinn este ano, e mais alguns que foram muito bons, mas escolhi este aqui da Sarah MacLean para representar todos. Muito romance, muitos desencontros e mocinho e mocinha que não se entendem. Perfeito. E perfeito especialmente para quem não está familiarizada com o gênero. É um bom começo.

Romance policial:

 

Vocação para o mal, de Robert Galbraith

Sim, amei este livro. Sempre gostei de romance policial, mas nos últimos anos relaxei e vinha lendo muito poucos. A vontade voltou com força depois de Vocação para o mal, que eu li por acaso e a toque de caixa. Todos os elementos estavam lá: o mistério com medinho, o investigador astuto e tranquilo, a ajudante com personalidade forte. E o melhor: o relacionamento dos protagonistas está mais à flor da pele do que nunca. Esse é o terceiro da série e, para mim, foi o melhor.

Flores partidas, de Karin Slaughter

É um thriller psicológico com um pezinho no gênero que as pessoas têm chamado de dark, quer dizer: qualquer tipo de ficção com uma inclinação pelas coisas mais repulsivas e pesadas, todo tipo de violência e abuso, sangue e vísceras; mantendo sempre, claro, os dois pés bem longe do chão que é para conteúdo sombrio não esbarrar na verossimilhança, porque aí a coisa fica mais dark do que a gente consegue aguentar.  Meu sentimento foi aquele mesmo: repulsa e fascinação. O final foi um pouco pior do que eu imaginava, mas ele ficou na minha cabeça por uns dias, o que eu sempre vejo como um bom sinal.

Romance histórico?

O Bobo da Rainha, de Philippa Gregory

Este eu sei que é romance histórico. Ele estava na minha meta do ano, e já ganhou resenha aqui.  A irmã de Ana Bolena ainda é melhor, mas ter terminado O Bobo da Rainha me fez ter certeza de que ter comprado vários livros da Philippa Gregory de uma só vez foi uma boa decisão. Vou tentar ler um por ano.

A Libélula no Âmbar, de Diana Gabaldon

Favorito do ano, mas não tenho certeza se é um romance histórico. Faço uma pergunta: vale viagem no tempo em romance histórico? Só o fato de ter viagem no tempo, mesmo que até aqui não tenha magia, já faria deste um livro de ficção científica ou de fantasia? Isso importa? Claro que não. Jamie e Claire formam o casal mais lindo do mundo literário. Resenha aqui.

Fantasia:

Corte de névoa e fúria, de Sarah J. Maas

Muita aventura e muito romance. Já ficou claro que esse é um critério que eu levo em consideração. A resenha dele está aqui.

Filho das sombras, de Juliet Marillier

Menos trágico que Filha da Floresta, mas igualmente triste e lindo. Também resenhei o livro. E, não é por nada não, mas acho que fantasia escrita por mulheres dá uma surra em fantasia escrita por homens. 2016 me deixou com essa impressão.

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