5 Filmes para tirar férias dos Estados Unidos

Ontem assisti um filme do Quebec que me fez pensar em como eu vejo filme americano. O tema nem era esse, mas o filme que eu vi se passava no Japão, e era falado em francês. De repente fiquei curiosa para me lembrar de outras produções não americanas que não eram clássicas ou de movimentos conhecidos como neo-realismo italiano ou nouvelle vague, nem nada extremamento culto ou cult. Por isso eu vim aqui montar uma lista com filmes fora do meio americano que não são cults mas também não são totalmente comerciais. Por muito tempo, quando eu assistia um filme “cabeça”, era um filme europeu preto e branco muito, mas muito antigo. Ultimamente tenho dado uma chance maior para filmes de vários países, e é legal saber que dá pra fazer isso: assistir filmes sem grandes pretensões (mas, claro, não necessariamente fracos) que não foram feitos nos Estados Unidos ou para o público de lá. Procurei me lembrar de filmes mais recentes; tem aí também uns mais antiguinhos, mas todos são muito bacanas.

Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual

Eu vi este filme em muitas listas dos melhores que há na (lembre-se, sempre será A para mim) Netflix. E foi por lá que eu assisti. É um filme romântico bem reflexivo. Os protagonistas são dois moradores de Buenos Aires, que seriam perfeitos um para o outro e até moram perto, mas nunca se conheceram. Duas pessoas solitárias, cheias dessas manias que a internet e a tecnologia trazem. Um filme para quem cresceu com computador ou para quem viu a internet mudar tudo, e também para quem gosta de histórias de amor.

Pas son genre

Uma comédia romântica francesa que não tem Audrey Tautou. Um milagre, não? Eu vi alguns bons filmes com ela, mas é bom dar chance a outras atrizes. Foi, sem dúvida, um dos melhores que eu vi em 2015. É sobre o começo do relacionamento entre um cara culto (professor de filosofia) e uma cabeleireira que adora a Jennifer Aniston. Será que o amor vence o abismo cultural? O final foi a melhor parte para mim, pois me fez ver que dá pra existir comédia romântica com um pouco de tutano.

O Monstro

Esse é o filme mais velhinho da lista, é de 1994. É uma comédia. Acho que todo mundo conhece Roberto Benigni, principalmente por A vida é bela. Eu fui conhecê-lo neste O Monstro. Faz muito tempo que eu assiti esta comédia, mas nunca mais me esqueci dela, e ainda me lembro da maioria das cenas. O Roberto Benigni faz uma comédia bem física, e é quase impossível não ser atingido pelo humor dele. Eu ri muito, e até hoje quando vejo alguma cena eu rio muito. É um filme perfeito para aquele dia meio triste. A história? Roberto Benigni precisa descobrir quem é o maníaco sexual que vem atacando mulheres, pois as pistas apontam todas para ele. Por que será, né? Se você assistir o trailer vai saber.

Tokyo Fiancée

Tokyo Fiancée é belga, mas se passa no Japão. Ele é um daqueles filmes que você não consegue categorizar. Pode ser comédia romântica, drama, indie, e também nada disso. No começo, achei que parecia uma coleção de imagens fofas do tumblr, mas depois as coisas foram se encaixando e o filme me ganhou. Amélie é apaixonada pelo Japão, e quando completa 20 anos ela se muda para lá. Acaba se apaixonando por um japonês que adora a França e quer estudar francês. Os dois vivem um amor de certa forma idealizado, cada um quer uma coisa que talvez o outro não possa dar. A trilha sonora é bem fofa. 

Camille Redouble

Sabe aquela história da pessoa de 40 anos, cansada da própria vida, que um dia acorda e descobre que está com 16 anos novamente? Com todas as chances para fazer dar certo tudo o que deu errado da primeira vez? Parece filme da sessão da tarde, né? Camille redouble pode enganar que é isso, mas a sessão da tarde fica só pela sinopse. O filme é francês, e Camille, a protagonista, Noémie Lvovsky, está longe de ter a beleza da Jennifer Garner em De repente 30. Isso pode ser o suficiente para o filme já fugir da mesmice dos filmes redondinhos americanos com uma premissa mais ou menos parecida. Ri muito só de ver aquela mulher quarentona usando o figurino de uma menina de 16 anos na década de 80. É muito bom ver uma comédia romântica onde os atores parecem mais reais. 

Ah! E pra não dizer que não tem filme brasileiro na lista, aqui vai um bônus. São antigos, e acho que muitas pessoas já viram, mas não custa nada lembrar. Um é curitibano, e é tão raro ver um filme (é mais do que raro, é impossível) que se passa na minha cidade.

Pôster_EstômagoEstômago tem cadeia, mas posso dizer que não é mais um daqueles filmes brasileiros que por muito tempo eram os únicos vistos e feitos por aqui. Ele tem um pouco de tudo. É sobre Nonato, um cara que chega na cidade grande para tentar ganhar a vida, e descobre um talento raro na cozinha. Falar mais do que isso é estragar o filme, mas vale muito a pena.

durval-discos-poster04O outro filme é Durval Discos. O longa é de 2002, mas a história se passa em 1995, o ano em que se parou de fabricar discos de vinil no Brasil. A princípio, é um relato bem legal sobre discos e seu novo (na época) antagonista, o CD, mas o filme toma um rumo surpreendente e deixa a gente se perguntando “o que foi que eu assisti?”.

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