O Nome da Estrela

O Nome da Estrela é um daqueles romances que me deixam sem saber se eu quero ou não quero lê-los. Eu não gosto muito de ler sinopse, prefiro pesquisar um pouco a opinião das pessoas pra ver se o livro pode mesmo ser interessante, e tenho que admitir que muitas vezes eu apenas quero um livro pela capa. É que normalmente aqueles que eu gosto muito tem uma capa que eu consigo identificar, eu bato o olho e já sei que vou gostar. Na maior parte eu acerto mesmo. Com esse aqui, eu achei a capa bem sem graça, então li umas opiniões no Goodreads e fiquei mais na dúvida. Não dava pra definir direito sobre o que era a história. Eu não sabia se era um livro de terror e investigação ou se era um sobrenatural teen – e eu tenho que deixar claro que não tô sendo condescendente com o teen: eu adoro. 

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O que eu sabia era: Aurora (Rory) é uma americana que vai estudar em Londres, num colégio para meninos e meninas, tipo internato. Esse era o sonho dela, estudar na Inglaterra. Quando ela chega, alguns casos de assassinato emulando o estilo de Jack, o estripador estão começando a ganhar vida nos noticiários. Já tinha informações suficientes, e apenas com isso comecei a ler o livro.

A leitura foi boa, posso dizer que não achei O nome da Estrela ruim, pelo contrário, foi acima da média. Só que não me cativou. Não foi ruim, mas também não foi nada especial. Parece que vamos entrar num universo de terror, já que O Nome da Estrela ecoa a história de Jack, o estripador. Se você tem medo de livro desse tipo e está na dúvida por isso, pode ler tranquilamente. Não tem nada de aterrorizante na história. Acontecem algumas mortes, e há, claro, a parte em que a protagonista precisa encarar o assassino, mas nada disso dá medo. Se a intenção era essa, acho que a autora passou longe. Eu descobri depois de terminar a leitura que ela também co-escreveu os livros do Magnus Bane, com a Cassandra Clare. E foi uma surpresa, porque não consegui ver nenhuma semelhança.

Aqui o sobrenatural aparece através de fantasmas. A protagonista, Rory, começa a ver aparições depois de uma experiência de quase morte. E parece que o assassino que está imitando o estilo de Jack, o estripador é uma delas. Ela acaba se vendo no meio da investigação, enquanto continua com sua vida de estudante, com seus amigos – isso é uma das melhores coisas do livro, já que os relacionamentos pessoais são tratados de uma forma muito gostosa. Normalmente, nas minhas leituras que envolvem fantasmas e criaturas sobrenaturais existe uma relação dos fantasmas com frio, arrepios, uma coisa meio O Sexto Sentido. A mocinha sempre sente calafrios e começa a soltar “fumaça” de frio pela boca. É uma super introdução e um recurso tão utilizado que cansou. Aqui em O Nome da Estrela, não tem muito suspense nessa parte. Os fantasmas simplesmente aparecem e pronto. Rory é uma pessoa comum que vai levando a vida enquanto vê fantasmas.

Esses pequenos recursos acabaram deixando a história menos cansativa para mim. Rory não é uma protagonista chata, ela parece uma adolescente que encara bem toda a adversidade que vai acontecendo durante a história, e em nenhum momento me senti aborrecida com suas decisões. Ela ainda tem uma personalidade bem diferente, com suas histórias familiares do sul dos Estados Unidos – achei essas partes bem divertidas.

Outra coisa que pesou para sentir que o livro queria sair um pouco do convencional foi a falta de romance. É claro que existe um para para Rory, e em alguns momentos senti que podia existir mais de um. Mas a história é sobre a paranormalidade da Rory, a maneira como ela lida com isso, e a investigação dos assassinatos, tendo apenas uma ponta de romancezinho, bem de leve. Não é um uma história sobre dois jovens que se amam e tem uma ponta de ação e aventura. Eu gosto muito de romance nessas histórias sobrenaturais, mas aqui acabou caindo muito bem o jeito como a autora conduziu esta ordem.

Pois é, vai ter continuação

Pois é, vai ter continuação

Acabei dando 3 estrelas no Skoob – veja que para mim 3 é uma boa nota – principalmente pela maturidade do livro. Não teve personagem bobinha com ingenuidade impossível de existir, e também não teve enrolação. Mas mesmo com tudo isso, não me prendi de verdade na história, achei ela meio esquecível. E pra piorar descobri que existe uma continuação. Odeio essas continuações em que sinto que a autora contou tudo o que tinha que contar no primeiro e os outros são apenas variações sem nenhum acréscimo ao original. Mas vamos ver, se não demorar muito e eu esquecer o que acontece no primeiro vou acabar lendo o próximo. 

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